Créditos: FPP
Reinaldo Ventura foi oficialmente apresentado esta segunda feira como o novo selecionador nacional de hóquei em patins, numa cerimónia realizada no auditório do Comité Olímpico Português. O antigo internacional português inicia agora um novo ciclo ao serviço das Quinas, com um projeto que visa manter Portugal no topo do hóquei mundial.
Figura maior da modalidade, Ventura dispensa apresentações. Como jogador, construiu uma carreira de excelência, maioritariamente ao serviço do FC Porto, clube onde atuou durante duas décadas e conquistou inúmeros títulos nacionais e internacionais. Pela Seleção Nacional, foi uma das referências de uma geração dourada, tendo conquistado o Campeonato do Mundo em 2003 e o Campeonato da Europa em 2016, além de somar dezenas de internacionalizações e desempenhar o papel de capitão em vários momentos decisivos.
Depois de terminar a carreira como atleta, Reinaldo Ventura iniciou o seu percurso como treinador no Juventude de Viana, dando os primeiros passos fora da pista. Em 2023, assumiu o comando técnico da Associação Desportiva da Sanjoanense, onde rapidamente deixou marca: conduziu o clube à subida à 1.ª Divisão e, posteriormente, à presença nos play-offs e às competições europeias, devolvendo visibilidade e competitividade a um emblema histórico do hóquei português.
Agora, aos comandos da Seleção Nacional, Ventura prepara-se para os seus primeiros grandes desafios. A estreia oficial acontecerá no final de março, no prestigiado Torneio de Montreux -(Suiça), uma prova tradicionalmente utilizada como banco de ensaios para as grandes competições internacionais. Mais tarde, entre 11 e 18 de Outubro, Portugal disputará o Campeonato do Mundo, que terá lugar em Assunção, no Paraguai, competição onde o novo selecionador procurará devolver as Quinas à luta pelo título máximo.
A nomeação de Reinaldo Ventura representa uma aposta clara na continuidade de uma cultura vencedora, aliando a experiência de um ex-jogador de elite à ambição de um treinador em ascensão. O “Rei”, como ficou conhecido dentro das pistas, inicia agora uma nova etapa da sua carreira, com o objetivo de liderar Portugal a novos sucessos no panorama internacional do hóquei em patins.
Na hora da apresentação da nova equipa técnica da da seleção nacional, Luís Sénica, presidente da FPP referiu que esta foi uma escolha maturada e ponderada, trabalhada sobretudo ao longo dos últimos dois meses.
“Em primeiro lugar, porque acreditamos que é uma equipa técnica capaz de potenciar o rendimento da nossa Seleção Nacional. Em segundo lugar, porque é uma equipa técnica que tem credibilidade, competência e um conhecimento profundo da realidade — do passado, do presente e do futuro — do hóquei em patins.
É nestes três pressupostos que assenta a nossa escolha. E importa que isto fique claro e inequívoco: o Reinaldo foi o único selecionador com quem falámos.”
O presidente fala de uma equipa técnica que tem credibilidade, capacidade e um conhecimento claro da realidade — do passado, do presente e do futuro — do hóquei em patins.
“É nestes pressupostos que assenta a nossa escolha. E importa que fique claro e inequívoco: o Reinaldo foi o único selecionador com quem falámos.
Foi uma escolha maturada e ponderada, trabalhada sobretudo ao longo dos últimos dois meses nas nossas reuniões de Direção. É uma escolha que está plenamente alinhada com o nosso projeto para as seleções nacionais, que não pretende alterar aquilo que entendemos estar a funcionar bem — nomeadamente nas seleções jovens e nas respetivas equipas técnicas“.
Por outro lado, Reinaldo Ventura o agora novo selecionador português, nas suas primeira palavras neste novo cargo foram de que trás consigo uma grande experiencia fruto do trabalho que teve com os vários treinador com quem trabalhou
“Ponderar, temos sempre de ponderar. Ser selecionador nacional é, para qualquer treinador, o topo. Tenho plena noção de que estou numa fase de crescimento, onde ainda posso aprender muito, mas também sinto que tenho muito para dar e muita informação para transmitir.
Reinaldo diz que trás uma grande bagagem de experiências acumuladas, fruto do trabalho com muitos treinadores que passaram por mim e que me ensinaram muito.
E há algo em que acredito profundamente: nós, treinadores, sem os jogadores, somos muito pouco. Podemos ter conhecimento, podemos passar ideias, mas o que realmente faz a diferença são as escolhas e a forma como conseguimos passar a nossa mensagem ao grupo. E é nisso que acredito que posso acrescentar valor.” frisou