Itália quer continuar entre as melhores

Selecionador italiano satisfeito com a preparação e confiante numa equipa renovada. Itália estreia-se frente à campeã mundial Espanha e terá ainda Portugal e Suíça no grupo.
A Itália prepara o Campeonato do Mundo de hóquei em patins com ambição renovada e Alessandro Bertolucci sabe que terá pela frente uma das fases de grupos mais exigentes da competição. Espanha, atual campeã mundial, Portugal e Suíça são os adversários da formação transalpina em Assunção, no Paraguai.
O técnico italiano, bem conhecido do hóquei português pela passagem pelo OC Barcelos, acompanha com satisfação os primeiros passos da preparação e destaca a atitude demonstrada pelo grupo.
“Estou feliz pela atitude demonstrada pelos atletas. Nestas semanas tudo está a correr bem. No dia 28 de setembro partiremos para a Argentina, onde concluiremos, em San Juan, a parte final da preparação, com jogos particulares e um torneio.”
A Itália chega ao Mundial depois de uma prestação de destaque em Novara, onde terminou no terceiro lugar, resultado que permitiu à seleção regressar ao pódio mundial depois de 21 anos.
Agora, porém, o cenário é diferente. Quatro jogadores que foram titulares nessa competição não estarão em Assunção, obrigando Bertolucci a apostar numa geração mais jovem.
“Depois de um grande Campeonato do Mundo em Novara, onde alcançámos o terceiro lugar depois de 21 anos, vão faltar-nos quatro titulares dessa competição. Mas estou extremamente confiante nos jovens que vão chegar. Mesmo que lhes falte experiência num Campeonato do Mundo, vão trazer grande entusiasmo, energia e exuberância.”
A renovação não retira ambição à equipa italiana. Pelo contrário. Bertolucci quer manter a seleção na luta pelos lugares do pódio e recorda a consistência alcançada nos últimos anos.
“Teremos de ser bons e tentar voltar mais uma vez acima do pódio. Só no Campeonato do Mundo de 2022, na Argentina, é que ficámos em quarto lugar. Nunca mais descemos do pódio, nem no Campeonato da Europa.”
Um grupo sem margem para distrações
O caminho para as fases decisivas começa com um duelo de enorme dificuldade. A Espanha será o primeiro adversário da Itália, antes dos encontros com Portugal e Suíça.
Bertolucci reconhece a exigência, mas também vê no grupo uma oportunidade para a equipa crescer e chegar preparada aos momentos decisivos.
“O nosso grupo é extremamente difícil, mas será um grande desafio, com muitos estímulos. Temos de levar detalhes importantes para os quartos de final e, possivelmente, para a fase final.”
A juventude será uma das imagens de marca desta Itália. O capitão Malagoli será o elemento mais experiente de um grupo onde pontuam jogadores de 20, 21, 23 e até 28 anos.
“Queria lembrar que só chegaremos lá com o capitão Malagoli, com mais de 30 anos, e depois com jogadores de 20, 21, 23 e até 28 anos.”
É esta nova Itália que Bertolucci levará até Assunção. Uma seleção que perdeu experiência, mas que o treinador acredita poder compensar com energia, entusiasmo e vontade de continuar entre as melhores do mundo.
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