Créditos: CH Carvalhos
O Clube Hóquei dos Carvalhos continua sem conseguir o tão desejado primeiro triunfo no Campeonato Placard. Num pavilhão novamente lotado, a formação gaiense empatou a três golos diante do Valongo, num jogo emotivo, com várias reviravoltas e um protagonista maior: Franco Pósito, autor de um hat-trick que valeu um ponto aos visitantes.
Entrada forte do Volungo
A equipa forasteira entrou melhor e inaugurou o marcador logo aos quatro minutos. Pósito, bem posicionado na área, aproveitou um passe para o interior da area de André Almeida para bater o guardião dos Carvalhos e colocar o Valongo em vantagem. A partir daí, a partida tornou-se equilibrada, com oportunidades repartidas.
Na segunda parte, os Carvalhos surgiram com outra atitude: bloco mais alto, mais agressividade e maior controlo da bola. O esforço deu frutos. Primeiro, Diogo Casanova respondeu com um remate certeiro que restabeleceu a igualdade. Pouco depois, numa transição rápida conduzida por Rubinho, novamente Casanova voltou a marcar, completando a reviravolta.
Os gaienses até dispuseram de um livre direto, resultante da 10.ª falta do Valongo, mas não conseguiram aproveitar para dilatar a vantagem.
O jogo entrou numa fase frenética. Depois de os Carvalhos reclamarem grande penalidade, o Volungo respondeu em contra-ataque rápido e voltou a empatar, novamente por Pósito, após defesa de André Almeida. Mas a reação da equipa da casa foi imediata: na reposição de bola, Rúben Sousa encontrou desta vez Vasco Casanova, que fez o 3-2, colocando novamente a equipa dos Carvalhos em vantagem.
Quando parecia que a vitória iria finalmente sorrir aos Carvalhos, surgiu novamente Franco Pósito, a dois minutos do final, a completar o hat-trick e a fixar o 3-3 final.
Já nos últimos segundos, Damian Paez ainda surgiu isolado diante de Guga, mas desperdiçou aquela que seria a melhor oportunidade para garantir o primeiro triunfo da época. A finalização não saiu da melhor forma e o empate acabou por prevalecer.
Classificação e próximos desafios
Com este resultado, o Valongo soma o seu segundo empate — o primeiro fora de portas — e ocupa provisoriamente o 6.º lugar com 8 pontos. Já o Clube Hóquei dos Carvalhos soma o primeiro ponto da temporada, continuando à procura da primeira vitória, que teima em não surgir.
Reações dos treinadores:
Ricardo Geitoeira : “A equipa merecia muito mais”
No final do encontro, o treinador Ricardo Geitoeira, destacou a personalidade e intensidade demonstradas pelos Carvalhos, lamentando que a equipa não tivesse sido premiada com a vitória.
“Depois de estarmos a perder, demos a volta ao marcador com mérito. Conseguimos empurrar o Valongo para a sua área várias vezes, sobretudo na segunda parte, onde fomos muito intensos e competentes.”
O técnico reconheceu alguns erros defensivos na primeira parte, mas sublinhou a forma como a equipa corrigiu esses aspetos após o intervalo:
“Na primeira parte cometemos erros que corrigimos ao intervalo e isso fez com que a segunda parte fosse muito melhor. Estivemos mais fortes, mais organizados e criámos muitas dificuldades ao adversário.
A verdade é que o medo de ainda não termos pontuado pesou. A ganhar 2-1 não gerimos bem o jogo. Sofremos o 2-2, reagimos para o 3-2, mas depois tudo voltou a complicar-se.”
O lance que marcou o jogo para o treinador foi a queda de Damian Paez na área, imediatamente antes do 3-3 do Valongo:
“Não queria falar muito disso, mas é difícil. Para mim é uma grande penalidade claríssima sobre o Damian. Se aquilo não é penálti, mais nenhum é. Na sequência da jogada, o Valongo acaba por fazer o 3-3.”
Ainda assim, Ricardo lembra que os Carvalhos tiveram nos últimos segundos a oportunidade para garantir os três pontos:
“Tivemos o último lance com o Damian isolado e não conseguimos fazer o 4-3. Mas esta equipa hoje merecia vencer pelo que fez, pela atitude e pela segunda parte que realizou. Teria sido o resultado mais justo.” conclui
Do lado de Valongo Raúl Meca: “Fizemos o suficiente para sair daqui com os três pontos”
No final da partida, o treinador Raúl Meca, rejeitou a ideia de que o empate refletiu um jogo equilibrado. Para o técnico, a sua equipa fez mais do que suficiente para vencer e criou oportunidades mais do que suficientes para garantir os três pontos.
“Não considero que tenha sido um jogo equilibrado. Na segunda parte, o nosso guarda-redes faz talvez duas defesas, enquanto o André Almeida, na minha opinião, acaba por ser o homem do jogo. Segurou os Carvalhos durante muito tempo.”
O treinador sublinhou que a sua equipa produziu ofensivamente o necessário para chegar à vantagem mais cedo, lamentando a forma como sofreram o golo do empate imediatamente depois de marcar:
“Tivemos volume ofensivo suficiente para estarmos a vencer mais cedo. E tivemos a infelicidade de de fazer o empate (2-2). Voltámos a criar imensas oportunidades… por isso não vejo equilíbrio nenhum. Só percebo que se diga isso porque o jogo acaba 3-3.”
Apesar do empate, Meca destacou a evolução da equipa e o compromisso com os processos de jogo:
“Estamos num processo de crescimento. Já assimilámos muito bem as dinâmicas, mas temos de tornar o nosso jogo mais eficaz. Podemos criar 30 ou 40 oportunidades, mas se não marcarmos, não serve de nada.”
O treinador reforçou que o grupo tem de valorizar o que fez de positivo:“Hoje fizemos o suficiente para ganhar. Andámos sempre atrás do resultado, reagimos sempre, criámos muito. Agora é descansar e preparar o próximo jogo.” rematou