Eficiência da Pacense vale triunfo frente à Sanjoanense

Crédito: André Castro

A Juventude Pacense regressou esta tarde às vitórias ao derrotar, no Pavilhão Municipal de Paços de Ferreira, a Associação Desportiva Sanjoanense por 6–3. Apesar do elevado número de golos, o encontro nem sempre foi bem jogado, mas a equipa orientada por Hugo Azevedo acabou por ser mais eficaz, chegando ao intervalo com uma vantagem de dois tentos. Na segunda parte, o conjunto comandado por Reinaldo Ventura cresceu e criou várias oportunidades, porém não conseguiu traduzir em golos o caudal ofensivo produzido.

A primeira grande ocasião do encontro surgiu aos dois minutos, com Zé Cancela a ensaiar um remate colocado que terminou no poste direito, quando o guarda-redes da Sanjoanense já estava completamente batido. Aos quatro minutos e meio chegou o primeiro momento de celebração, quando Diogo Abreu deu a melhor sequência a um lance ofensivo e apontou o golo inaugural.

A Sanjoanense procurou reagir e criou duas ou três situações de aproximação à baliza adversária, mas foi a equipa da casa a revelar maior eficácia. Novamente por intermédio de Diogo Abreu surgiu o segundo golo da partida, colocando o marcador em 2–0 para a formação da Capital do Móvel.

Apesar da desvantagem, o encontro manteve-se equilibrado. A equipa visitante lançou então do banco o seu melhor marcador, Hugo Santos, que acabaria por ser decisivo. Num lance confuso, o árbitro Joaquim Pinto entendeu que a bola ultrapassou totalmente a linha de golo e validou o tento a favor da formação da Cidade do Trabalhador.

Praticamente a meio da primeira parte voltou a surgir golo para a Juventude Pacense, desta vez apontado por Flórido, que tinha entrado pouco antes em campo, restabelecendo a vantagem de dois golos (3–1). Pouco depois, na sequência de um contra-ataque e aproveitando nova descompensação defensiva da Sanjoanense, Joca Guimarães progrediu pelo corredor, ultrapassou dois adversários e assistiu novamente Flórido, que, com sentido de oportunidade, bisou na partida e fez o 4–1.

A oito minutos do intervalo, a formação alvinegra ainda chegou a festejar novo golo, mas o árbitro considerou que a jogada foi efetuada com stick alto e invalidou o lance. A equipa de Reinaldo Ventura revelava dificuldades em encontrar soluções e mostrava fragilidades defensivas, permitindo nova situação de três para um, desperdiçada por Cancela, que rematou ao lado.

Aos 24 minutos, o golo surgiu de uma iniciativa individual de Hugo Santos, que conduziu a bola, entrou na área e finalizou por baixo do guarda-redes Gabriel Costa, reduzindo para 4–2, resultado com que se atingiu o intervalo.

Na segunda parte, em desvantagem no marcador, a Sanjoanense procurou assumir o comando do encontro, tentando empurrar o adversário para zonas mais recuadas. Do outro lado estava uma equipa bem estruturada e disciplinada, que fechava os espaços e anulava as linhas de passe dos alvinegros. Sem conseguir chegar com clareza à baliza de Gabriel Costa, a formação visitante via a Juventude Pacense gerir o jogo e conservar a vantagem.

Aos 10 minutos, a dupla de arbitragem exibiu dois cartões azuis no mesmo lance: um para Joca Guimarães e outro para Miguel Henriques, deixando ambas as equipas a atuar durante dois minutos com menos uma unidade. Nem nesse período surgiu qualquer alteração no marcador.

Já dentro dos últimos dez minutos, a Sanjoanense conseguiu finalmente encontrar o caminho do golo. A jogada nasceu pelo corredor direito, com uma assistência a atravessar a área, onde surgiu Luís Felipe, ao segundo poste, a desviar sem hipóteses para o guardião pacense e a reduzir para 4–3.

O encontro ganhou outra intensidade e os alvinegros acreditaram na reviravolta. Contudo, quando faltavam menos de cinco minutos para o final, a Sanjoanense atingiu a décima falta, oferecendo à Juventude Pacense a oportunidade de um livre direto.

A pouco mais de três minutos do término, a equipa visitante apertou o cerco, mas sempre que o perigo surgia era Gabriel Costa quem levava a melhor. Pouco depois, nova infração resultou na décima falta da Sanjoanense e em mais um livre direto para a Pacense. Flórido assumiu a responsabilidade e, perante o guarda-redes argentino, não desperdiçou, fazendo o 5–3 e provocando uma enorme explosão de alegria nas bancadas.

Reinaldo Ventura ainda arriscou tudo e a Sanjoanense passou a atuar sem guarda-redes. Foi nesse cenário que Tomás Pereira recuperou a posse de bola e rematou para o sexto golo da Juventude Pacense, sentenciando definitivamente a partida. A equipa da casa garantiu assim os três pontos, passando a somar oito nesta fase da prova, enquanto a Sanjoanense mantém os doze pontos na classificação.

Reações dos treinadores:

🎙 Hugo Azevedo:

“Num jogo de hóquei a eficácia acaba por ser sempre o fator mais importante. Temos feito partidas equilibradas, mas muitas vezes não conseguimos materializar em golo a nossa produtividade ofensiva. Hoje fomos capazes de o fazer.

Também estávamos um pouco pressionados por não ocuparmos o lugar que queremos na tabela, mas soubemos unir-nos, dar uma boa resposta e alcançar o objetivo principal, que eram os três pontos.”

🎙Reinaldo Ventura

“Apesar de a equipa ter começado bem, cometeu falhas excessivas e revelou pouca eficácia nas oportunidades criadas, o que dificultou o jogo. Na segunda parte houve uma reação forte, com maior intensidade e agressividade, e equipa acabou por ser superior, mas o resultado foi considerado enganador, agravado por dois golos sofridos já no final. O treinador valorizou a atitude demonstrada pela equipa e defendeu que esse é o caminho a seguir para o futuro”.