Créditos: Diogo Couto
A seleção portuguesa somou a segunda vitória consecutiva no Torneio de Montreux, ao bater a França por 2–0, num encontro pouco inspirado do ponto de vista ofensivo, mas onde a eficácia e solidez defensiva fizeram a diferença.
Portugal entrou melhor e adiantou-se cedo no marcador. Aos oito minutos, Hélder Nunes inaugurou o marcador, dando vantagem à equipa das quinas. Ainda assim, o golo não desbloqueou um jogo que se revelou sempre muito fechado e com escassas oportunidades claras.
A verdade é que o encontro esteve longe de ser espetacular. Faltou intensidade, criatividade e emoção, com os guarda-redes a superiorizarem-se claramente aos ataques. Foi um jogo de baixo ritmo competitivo, onde as ocasiões de perigo foram raras.
Um dado sintomático ajuda a explicar o que se passou em pista: ao intervalo, Portugal somava apenas uma falta, contra sete da França — um indicador claro do equilíbrio, mas também da pouca agressividade ofensiva e da forma como o jogo se desenrolou, mais tático do que dinâmico.
A França ainda teve uma oportunidade soberana para empatar, através de bola parada, mas Carlo De Benedetto não conseguiu converter, espelhando bem as dificuldades ofensivas da equipa gaulesa.
Na segunda parte, o cenário manteve-se. Portugal controlou, sem deslumbrar, e a França mostrou-se distante da eficácia ofensiva apresentada noutras ocasiões. Em dois jogos, os franceses somam apenas um golo marcado e continuam sem conseguir capitalizar as bolas paradas — um dos seus habituais pontos fortes.
A decisão surgiu apenas na reta final. A cerca de oito minutos do fim, Gonçalo Alves converteu uma grande penalidade e fixou o resultado em 2–0, confirmando um triunfo justo, ainda que sem brilho.
Portugal fez o suficiente para garantir o apuramento — objetivo que parecia prioritário — num jogo em que a organização defensiva se sobrepôs claramente à criatividade ofensiva. No final, o equilíbrio também se refletiu no capítulo disciplinar e nas faltas ofensivas, outro espelho fiel da partida.
Segue-se agora o teste mais exigente até ao momento: o duelo com a Seleção Espanhola de Hóquei em Patins, que irá decidir o primeiro lugar do grupo e onde se espera uma resposta mais convincente por parte da seleção nacional.